Publicado em 05/06/2026

Junho Laranja: no mês de conscientização sobre anemia e leucemia, saiba como cuidar da saúde do sangue

O Junho Laranja é o mês de conscientização sobre anemia e leucemia, duas condições diferentes, mas que têm algo essencial em comum: ambas afetam a saúde do sangue e podem comprometer o funcionamento do organismo de forma importante.

O sangue participa de funções vitais. Ele transporta oxigênio, nutrientes e hormônios, ajuda na defesa contra infecções e atua na coagulação, evitando sangramentos excessivos. Quando alguma alteração ocorre nesse sistema, o corpo pode dar sinais como cansaço persistente, palidez, falta de ar, infecções frequentes, manchas roxas sem causa aparente ou sangramentos incomuns.

Por isso, o Junho Laranja é um convite para olhar com mais atenção para esses sintomas e manter os exames de rotina em dia. Muitas alterações no sangue podem ser identificadas por exames simples, como o hemograma, que avalia células importantes como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Mais do que uma campanha de saúde, o Junho Laranja também reforça a importância da informação. Entender a diferença entre anemia e leucemia, saber quando procurar atendimento médico e conhecer formas de prevenção e diagnóstico precoce são atitudes que ajudam a proteger a saúde e podem fazer diferença no tratamento.

O que é o Junho Laranja?

O Junho Laranja é uma campanha voltada à conscientização sobre doenças do sangue, especialmente anemia e leucemia. O objetivo é informar a população sobre sintomas, prevenção, diagnóstico precoce e cuidados que ajudam a preservar a saúde hematológica.

A campanha também dialoga com duas atitudes importantes de solidariedade: a doação de sangue e o cadastro de doadores de medula óssea. Pacientes em tratamento contra leucemia e outras doenças hematológicas podem precisar de transfusões de sangue, plaquetas ou transplante de medula óssea ao longo do tratamento.

Embora anemia e leucemia tenham causas, gravidade e tratamentos diferentes, alguns sintomas podem se parecer no início, como fadiga intensa, palidez e fraqueza. Por isso, observar os sinais do corpo e procurar avaliação médica quando algo foge do normal é fundamental.

Por que a saúde do sangue é tão importante?

O sangue é formado por diferentes componentes, e cada um tem uma função específica no organismo. As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos, transportam oxigênio dos pulmões para os tecidos. Os leucócitos, ou glóbulos brancos, atuam na defesa do corpo contra infecções. As plaquetas ajudam na coagulação, enquanto o plasma transporta nutrientes, hormônios, proteínas e resíduos.

Quando há redução da hemoglobina ou dos glóbulos vermelhos, pode surgir a anemia. Quando há produção anormal e descontrolada de células de defesa na medula óssea, pode haver suspeita de leucemia. Em ambos os casos, exames laboratoriais são essenciais para investigar o que está acontecendo.

É por isso que sintomas persistentes não devem ser ignorados. Cansaço constante, tontura, falta de ar, infecções repetidas, hematomas frequentes ou sangramentos sem explicação precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Anemia: muito além do cansaço

A anemia acontece quando há redução da quantidade de hemoglobina no sangue. A hemoglobina é uma proteína presente nas hemácias e responsável por transportar oxigênio para os tecidos. Quando ela está baixa, o corpo pode receber menos oxigênio do que precisa para funcionar bem.

A anemia não é uma doença única. Ela pode ter diferentes causas, como deficiência de ferro, falta de vitamina B12 ou ácido fólico, perdas de sangue, doenças crônicas, alterações genéticas ou problemas na produção das células sanguíneas.

Entre os tipos mais comuns está a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro. O ferro é essencial para a produção de hemoglobina, e sua falta pode estar relacionada a alimentação inadequada, perdas sanguíneas, menstruação intensa, gravidez, problemas intestinais ou aumento da necessidade do organismo.

Sintomas de anemia: sinais que merecem atenção

Os sintomas da anemia podem variar conforme a causa e a intensidade do quadro. Em alguns casos, eles surgem de forma discreta e vão piorando aos poucos.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Cansaço persistente;

  • Fraqueza e falta de disposição;

  • Palidez na pele, gengivas ou parte interna das pálpebras;

  • Tontura;

  • Dor de cabeça;

  • Falta de ar aos pequenos esforços;

  • Palpitações;

  • Mãos e pés frios;

  • Queda de cabelo;

  • Unhas fracas ou quebradiças;

  • Dificuldade de concentração.

Em alguns casos de deficiência de ferro, também pode ocorrer vontade incomum de comer substâncias sem valor nutricional, como gelo, terra ou tijolo. Esse comportamento é conhecido como pica ou alotriofagia e deve ser investigado.

Em crianças, a anemia pode afetar o crescimento, o desenvolvimento cognitivo, a aprendizagem e a disposição para brincar. Em gestantes, pode aumentar riscos para a mãe e para o bebê. Por isso, o diagnóstico e o acompanhamento adequado são importantes em todas as fases da vida.

O que pode causar anemia?

A anemia pode surgir por diferentes motivos. A deficiência de ferro é uma das causas mais frequentes, mas não é a única. Também podem estar envolvidas carências de vitamina B12 e ácido fólico, doenças crônicas, alterações genéticas, sangramentos frequentes, doenças autoimunes, infecções e problemas na medula óssea.

Por isso, não é recomendado tomar suplemento de ferro por conta própria. O excesso de ferro pode causar danos à saúde, especialmente ao fígado e ao coração. Antes de iniciar qualquer suplementação, é necessário confirmar o diagnóstico e identificar a causa da anemia.

O hemograma costuma ser o primeiro exame solicitado, mas o médico pode pedir outros testes, como ferritina, ferro sérico, vitamina B12, ácido fólico, reticulócitos e exames complementares, conforme cada caso.

Como prevenir a anemia?

Nem todos os tipos de anemia podem ser prevenidos, mas as anemias nutricionais podem ser evitadas ou controladas com uma alimentação equilibrada e acompanhamento adequado.

Alimentos ricos em ferro ajudam a manter a produção saudável de hemoglobina. Entre as fontes de ferro de origem animal estão carnes vermelhas magras, fígado, frango e peixes. Já entre as fontes vegetais estão feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, sementes e vegetais verde-escuros, como couve e espinafre.

A absorção do ferro de origem vegetal melhora quando ele é consumido junto com alimentos ricos em vitamina C. Por isso, combinar feijão com limão, salada com frutas cítricas ou uma refeição com acerola, laranja, goiaba ou kiwi pode ser uma boa estratégia.

Também vale ter atenção aos inibidores da absorção de ferro. Café, chá preto, chá verde, chá mate e alimentos ricos em cálcio podem atrapalhar a absorção quando consumidos logo após refeições ricas em ferro. Isso não significa que precisam ser eliminados da rotina, mas é melhor evitar o consumo imediato após almoço ou jantar, especialmente em pessoas com maior risco de anemia.

Leucemia: quando a produção das células do sangue é afetada

A leucemia é um tipo de câncer que começa na medula óssea, tecido responsável pela produção das células sanguíneas. Na leucemia, células anormais se multiplicam de forma descontrolada e passam a prejudicar a produção das células saudáveis do sangue.

Isso pode comprometer os glóbulos vermelhos, causando cansaço e palidez; os glóbulos brancos, aumentando o risco de infecções; e as plaquetas, favorecendo sangramentos e manchas roxas.

A leucemia pode ser classificada de acordo com a velocidade de evolução e o tipo de célula afetada. De forma geral, existem leucemias agudas, que evoluem mais rapidamente e exigem tratamento imediato, e leucemias crônicas, que podem ter evolução mais lenta e, em alguns casos, permanecer sem sintomas por um período.

Entre os principais tipos estão a leucemia linfoblástica aguda, a leucemia mieloide aguda, a leucemia linfocítica crônica e a leucemia mieloide crônica.

Sintomas de leucemia: quando procurar atendimento?

Os sintomas da leucemia podem ser confundidos com os de outras condições, especialmente no início. Por isso, a persistência dos sinais é um ponto importante de atenção.

Entre os sintomas que merecem investigação estão:

  • Cansaço extremo;

  • Palidez;

  • Febre sem causa aparente;

  • Infecções frequentes;

  • Suores noturnos;

  • Perda de peso sem explicação;

  • Sangramentos no nariz ou gengivas;

  • Manchas roxas sem trauma aparente;

  • Pequenos pontos vermelhos na pele, chamados petéquias;

  • Dor nos ossos ou articulações;

  • Aumento de ínguas no pescoço, axilas ou virilha;

  • Aumento do baço ou do fígado, com desconforto abdominal.

Esses sintomas não significam, necessariamente, leucemia. No entanto, quando são recorrentes, persistentes ou aparecem em conjunto, é importante procurar atendimento médico para investigação.

Como anemia e leucemia são diagnosticadas?

O hemograma completo é um dos principais exames para avaliar a saúde do sangue. Ele permite observar a quantidade e as características das hemácias, dos leucócitos e das plaquetas.

No caso da anemia, o hemograma pode mostrar redução da hemoglobina e alterações nos índices das hemácias. A partir disso, o médico pode solicitar exames complementares para identificar a causa.

Na suspeita de leucemia, o hemograma pode apresentar alterações importantes, como número anormal de leucócitos, presença de células imaturas ou queda de plaquetas e hemoglobina. Para confirmar o diagnóstico e classificar o tipo de leucemia, podem ser necessários exames como mielograma, biópsia de medula óssea, imunofenotipagem, citogenética e testes moleculares.

O diagnóstico correto é indispensável para definir o tratamento mais adequado.

Como cuidar da saúde do sangue no dia a dia?

Cuidar da saúde do sangue envolve hábitos simples, mas consistentes. A alimentação equilibrada é um dos pilares, especialmente para prevenir deficiências nutricionais que podem levar à anemia.

Priorize uma rotina alimentar com fontes de ferro, vitamina B12, ácido fólico, proteínas, frutas, verduras, legumes e boa hidratação. A vitamina B12 está presente principalmente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. Pessoas vegetarianas ou veganas devem acompanhar seus níveis com orientação profissional.

A hidratação também é importante, já que o plasma, parte líquida do sangue, depende da água para transportar substâncias pelo organismo. Além disso, atividade física regular, sono adequado e controle do estresse contribuem para o equilíbrio geral da saúde.

Outra atitude essencial é evitar a automedicação. Suplementos de ferro, vitaminas e outros produtos devem ser usados apenas com orientação, pois o tratamento depende da causa da alteração.

A importância da doação de sangue e do cadastro de medula óssea

O Junho Laranja também reforça uma mensagem de solidariedade. Pessoas em tratamento contra leucemia e outras doenças hematológicas podem precisar de transfusões de sangue e plaquetas. Por isso, a doação de sangue é um gesto simples que pode ajudar muitos pacientes.

Além disso, o cadastro como doador de medula óssea pode representar uma chance de cura para pessoas que precisam de transplante. O cadastro é feito em hemocentros, com coleta de uma pequena amostra de sangue ou material para análise de compatibilidade.

Quando um doador compatível é encontrado, ele passa por novos exames e recebe orientações sobre o procedimento. Em muitos casos, a coleta pode ser feita por aférese, método semelhante à doação de sangue, em que as células são coletadas por uma máquina e o restante do sangue retorna ao organismo.

Quem deseja se cadastrar deve buscar informações no hemocentro mais próximo e verificar os critérios atualizados para doação.

Junho Laranja é um lembrete para não adiar o cuidado

O Junho Laranja mostra que cuidar da saúde do sangue é cuidar do corpo inteiro. Anemia e leucemia são condições diferentes, mas ambas reforçam a importância de ouvir os sinais do organismo, manter exames de rotina e buscar atendimento quando algo não parece normal.

Cansaço constante, palidez, tontura, falta de ar, infecções frequentes, manchas roxas e sangramentos incomuns não devem ser tratados como parte da rotina. Esses sinais podem ter várias causas, mas precisam ser investigados.

A informação também é uma forma de cuidado. Quanto mais as pessoas conhecem os sintomas, os exames e as possibilidades de tratamento, maiores são as chances de diagnóstico precoce e acompanhamento adequado.

Se você está há muito tempo sem realizar exames ou percebeu alguma mudança no seu corpo, procure orientação médica e mantenha seu check-up em dia. Aproveite o Junho Laranja para cuidar da sua saúde, atualizar seus exames e, se puder, considerar a doação de sangue ou o cadastro como doador de medula óssea. Cuidar do sangue é cuidar da vida.

E se quiser saber mais sobre os exames que realizamos, agendar seu check-up ou sanar qualquer dúvida, basta entrar em contato com nossa equipe pelo WhatsApp. Não se esqueça de também nos acompanhar no Instagram, pois sempre o mantemos atualizado com informações relevantes para sua saúde e bem-estar.

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