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Outubro Rosa: uma campanha para preservar a saúde feminina
Publicado em 03/10/2025
O Outubro Rosa é um movimento mundial criado para conscientizar sobre o câncer de mama e incentivar práticas de prevenção e diagnóstico precoce.
Com o tempo, a campanha evoluiu para abranger a saúde feminina de forma mais ampla, incluindo o câncer do colo do útero, uma doença silenciosa, mas com alto potencial de prevenção.
Neste artigo, falaremos da nova recomendação da mamografia aos 40 anos, relevante para a saúde da mulher, e daremos foco ao câncer do colo do útero e ao exame Papanicolau, que é essencial na prevenção e no diagnóstico precoce.
Outubro Rosa: muito além do câncer de mama
O câncer de mama continua sendo o tipo mais incidente entre mulheres no Brasil, com cerca de 73.610 novos casos estimados por ano no triênio 2023-2025.
Em atualização recente, o Ministério da Saúde passou a recomendar a mamografia de rastreamento no SUS a partir dos 40 anos. Essa medida foi baseada em evidências científicas e busca aumentar o diagnóstico precoce entre mulheres mais jovens.
Mas o Outubro Rosa também abre espaço para falar do câncer do colo do útero, fortalecendo a conscientização da mulher como um todo.
Câncer do colo do útero: realidade epidemiológica
O câncer do colo do útero é um dos tumores ginecológicos mais relevantes no Brasil. Segundo o INCA, são estimados 17.010 novos casos por ano no triênio 2023-2025, com taxa bruta de incidência de 15,38 casos para cada 100 mil mulheres.
É o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no país, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal, quando excluídos os tumores de pele não melanoma. A mortalidade também preocupa: em 2021, a taxa ajustada foi de 4,51 óbitos para cada 100 mil mulheres.
O exame preventivo (também chamado de papanicolau e exame citopatológico) é uma das principais formas de combater esse tipo de câncer, uma vez que possibilita um diagnóstico precoce. é o método padrão de rastreamento para identificar alterações nas células do colo do útero, muitas vezes causadas pelo HPV. Essas alterações, se não tratadas, podem evoluir para o câncer.
Embora seja um procedimento simples e rápido, o Papanicolau pode gerar certo desconforto durante a coleta, mas não é considerado doloroso. Ele é indicado para todas as mulheres dentro da faixa etária recomendada, independentemente de histórico familiar, e tem como principal objetivo detectar precocemente alterações celulares que podem evoluir para o câncer.
O resultado não é imediato, já que a amostra precisa ser analisada em laboratório, mas o exame oferece grande precisão diagnóstica. Vale lembrar que o Papanicolau é diferente do teste de HPV: enquanto o primeiro identifica alterações celulares, o segundo detecta a presença do vírus oncogênico. Ambos podem ser usados de forma complementar, ampliando a eficácia da prevenção.
A recomendação é que mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual façam o exame regularmente. Nos dois primeiros anos, o exame deve ser anual. Se os resultados forem normais, pode ser realizado a cada três anos.
Novas diretrizes e a importância da prevenção
O Ministério da Saúde aprovou novas diretrizes que incluem o uso de testes moleculares de DNA HPV oncogênico como método de rastreamento do câncer do colo do útero. Essa tecnologia passa a ser incorporada gradualmente no SUS, substituindo progressivamente o Papanicolau em estados com estrutura adequada.
O objetivo é aumentar a sensibilidade no rastreamento e reforçar a prevenção, já que o HPV é responsável por grande parte dos casos de câncer do colo do útero.
Entretanto, a principal recomendação permanece a mesma: para manter a saúde ginecológica ao longo da vida, é fundamental garantir a vacinação contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Também é essencial manter em dia os exames de rotina, como a mamografia a partir dos 40 anos e o Papanicolau entre 25 e 64 anos. Além disso, hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, atividade física regular, não fumar e evitar excesso de álcool ajudam a reduzir os riscos.
Sinais como sangramento fora do período menstrual, secreções incomuns e dor pélvica persistente devem sempre ser investigados.
Por fim, vale reforçar que o Outubro Rosa é mais do que uma campanha dedicada ao câncer de mama. Ele é um convite à prevenção integral da saúde feminina. A nova recomendação da mamografia aos 40 anos reforça o cuidado, mas o Papanicolau e as novas tecnologias como o DNA HPV são fundamentais para reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero.
O Laboratório Genoma contribui diretamente nesse processo, oferecendo análises laboratoriais seguras e confiáveis que ajudam médicas e médicos a cuidar melhor da saúde de suas pacientes.
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