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Alterações no organismo que podem causar problemas de memória
Publicado em 11/09/2026
Entrar em um cômodo e esquecer o que foi buscar ou demorar para lembrar o nome de alguém são situações comuns. Quando esses episódios se tornam frequentes, porém, os problemas de memória merecem atenção, principalmente se começam a atrapalhar o trabalho, os compromissos ou outras atividades habituais.
Embora o envelhecimento possa trazer mudanças na capacidade de lembrar informações, nem todo esquecimento está relacionado à idade ou ao Alzheimer. Deficiências nutricionais, alterações hormonais, dificuldades para dormir e outras condições de saúde também podem estar envolvidas.
Entender essas possibilidades ajuda a buscar uma avaliação adequada, sem antecipar diagnósticos. A seguir, veja quais alterações podem afetar a memória, quando procurar ajuda e como os exames contribuem para a investigação.
Falta de memória ou dificuldade de atenção?
Para lembrar uma informação, primeiro precisamos prestar atenção nela. Quando estamos cansados, preocupados ou dividindo o foco entre várias tarefas, esse registro pode ficar prejudicado. Depois, a dificuldade de recordar pode ser percebida como falta de memória.
A privação de sono, por exemplo, pode comprometer a atenção, o aprendizado e a capacidade de lembrar. Por isso, a avaliação considera tanto os esquecimentos quanto as condições em que eles acontecem.
A expressão “névoa mental” costuma descrever uma sensação de pensamento lento, dificuldade de concentração e pouca clareza para realizar tarefas. Ela descreve uma queixa, mas não identifica, sozinha, sua causa.
Quais alterações podem causar problemas de memória?
Deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo, distúrbios do sono e condições como ansiedade e depressão podem contribuir para problemas de memória. Alterações da glicose, doenças vasculares e efeitos de medicamentos também precisam ser considerados conforme o histórico de cada pessoa.
1. Deficiência de vitamina B12 e anemia
A vitamina B12 participa do funcionamento do sistema nervoso. Sua deficiência pode provocar alterações de memória e raciocínio, formigamento e dificuldades de equilíbrio.
Esses sintomas podem aparecer mesmo sem anemia. Portanto, um hemograma normal não exclui a deficiência de B12. Quando houver indicação, o médico poderá solicitar a dosagem da vitamina e investigar por que ela está baixa.
Já a anemia por deficiência de ferro pode causar cansaço, tontura e dificuldade de concentração. O ferro é necessário para a produção de hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.
São condições diferentes, que exigem investigação própria. A reposição de nutrientes deve considerar a deficiência identificada e sua origem, sem tratar qualquer esquecimento como falta de vitaminas.
2. Alterações da tireoide
O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide produz menos hormônios do que o organismo necessita. Entre os sintomas estão dificuldade de concentração e de pensar com clareza, que podem ser percebidas como lentidão mental ou falta de memória.
Cansaço, constipação, pele seca e maior sensibilidade ao frio também podem acompanhar o quadro. A avaliação costuma incluir TSH e T4 livre, conforme a indicação médica.
Para entender melhor essas alterações, confira nosso artigo sobre as principais doenças da tireoide.
3. Insônia e apneia do sono
Dormir pouco ou mal interfere no aprendizado e na consolidação das memórias. Quando essa dificuldade se repete, pode prejudicar o desempenho nas atividades diárias.
Além da insônia, a apneia do sono merece atenção. Ela provoca interrupções repetidas da respiração durante a noite e pode estar acompanhada de ronco intenso, pausas respiratórias e sonolência durante o dia.
O tratamento pode contribuir para melhorar a disposição e o funcionamento cognitivo, mas a resposta varia. Não é possível garantir que todos os problemas de memória desaparecerão apenas com a melhora do sono.
4. Estresse, ansiedade e depressão
A saúde emocional também faz parte da investigação. Estresse, ansiedade e depressão podem estar associados a queixas de memória, assim como a dificuldades para dormir.
Essas condições podem prejudicar a atenção e tornar mais difícil acompanhar conversas, organizar tarefas ou registrar informações. Isso não significa que os sintomas sejam menos importantes: eles merecem cuidado e podem coexistir com outras alterações de saúde.
A investigação não se resume a medir o cortisol. A conversa sobre os sintomas, a rotina e o histórico clínico é essencial para orientar a avaliação.
5. Mudanças relacionadas à menopausa
Na perimenopausa, período de transição para a menopausa, algumas mulheres percebem dificuldades de memória e concentração. Cansaço, alterações do humor e sono interrompido podem intensificar essas queixas.
Embora possam ocorrer nessa fase, os esquecimentos não devem ser atribuídos automaticamente aos hormônios. Se forem persistentes ou prejudicarem a rotina, é importante avaliar outras causas possíveis.
6. Alterações da glicose e da saúde vascular
Quedas de glicose podem provocar dificuldade de atenção e confusão, especialmente em pessoas que utilizam determinados tratamentos para diabetes. Quando a mudança surge de repente, exige avaliação rápida.
Ao longo dos anos, diabetes, hipertensão e colesterol elevado podem aumentar o risco de danos aos vasos sanguíneos do cérebro. Esses danos podem comprometer funções como memória, planejamento e raciocínio.
Ter uma dessas condições não significa que a pessoa desenvolverá demência. O acompanhamento ajuda a controlar fatores de risco e a preservar a saúde cardiovascular e cerebral.
7. Efeitos de medicamentos
Alguns medicamentos podem afetar a atenção e a memória, principalmente em pessoas idosas. Entre eles estão certos remédios para dormir, antialérgicos, relaxantes musculares e tratamentos para incontinência urinária.
O risco depende do medicamento, da dose, da sensibilidade individual e das combinações utilizadas. Se os esquecimentos começaram após iniciar ou ajustar um tratamento, relate essa informação ao médico.
Não interrompa medicamentos por conta própria. Leve à consulta uma lista que inclua também produtos sem receita e suplementos.
8. Infecções, desidratação e outras doenças
Infecções podem desencadear confusão de início súbito, também chamada de delirium, especialmente em pessoas idosas. Nesse quadro, a pessoa pode ficar desorientada, ter dificuldade para manter a atenção ou apresentar mudanças no nível de alerta.
A desidratação grave também pode causar confusão. Doenças que comprometem o funcionamento dos rins e do fígado são outras possibilidades consideradas conforme a avaliação clínica.
Essas situações precisam ser diferenciadas dos esquecimentos graduais. Confusão súbita não deve ser atribuída apenas à idade, ao cansaço ou à falta de água.
Quando procurar um médico por problemas de memória?
Procure avaliação quando os esquecimentos forem frequentes, estiverem piorando ou começarem a prejudicar a autonomia. Alguns exemplos são:
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Repetir perguntas sem lembrar que já recebeu a resposta.
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Perder-se em trajetos conhecidos.
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Ter dificuldade para realizar tarefas antes familiares.
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Esquecer compromissos importantes repetidamente.
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Apresentar mudanças de comportamento junto dos esquecimentos.
Anotar quando os episódios começaram e levar exemplos ajuda na consulta. Se possível, a presença de alguém próximo também pode contribuir para descrever as mudanças percebidas.
Confusão ou perda de memória que surge de repente exige atendimento de urgência, mesmo sem outros sintomas. Não espere por uma consulta de rotina ou por exames laboratoriais para buscar ajuda.
Quais exames ajudam a investigar problemas de memória?
A escolha dos exames depende dos sintomas, dos medicamentos utilizados e do histórico clínico. A investigação pode combinar análises laboratoriais e avaliações cognitivas.
Entre os exames que podem ser solicitados estão:
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Hemograma: ajuda a identificar anemia.
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Ferritina e outros exames do metabolismo do ferro: indicados quando há suspeita de deficiência de ferro.
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Vitamina B12 e folato: avaliam possíveis deficiências nutricionais.
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TSH e T4 livre: investigam o funcionamento da tireoide.
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Glicemia e hemoglobina glicada: ajudam a avaliar alterações relacionadas à glicose.
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Exames de função renal e hepática: verificam alterações nos rins e no fígado.
Não existe um painel obrigatório para todas as pessoas. Testes de memória, investigação do sono ou exames de imagem podem complementar a avaliação.
Exames de sangue normais não descartam todas as causas de problemas de memória. Da mesma forma, um resultado alterado precisa ser interpretado em conjunto com os sintomas.
Como cuidar da memória no dia a dia?
Manter horários regulares de sono, uma alimentação equilibrada e hidratação adequada faz parte do cuidado com a saúde. Também é importante acompanhar condições como diabetes e hipertensão e buscar apoio para dificuldades emocionais.
Leitura, aprendizado e convivência social podem fazer parte de uma rotina que favoreça o bem-estar e a manutenção da saúde cognitiva. Esses cuidados, porém, não substituem a investigação de sintomas persistentes.
Nas consultas periódicas, relate mudanças percebidas e revise os exames de acompanhamento indicados para seu histórico. O Laboratório Genoma pode apoiar essa etapa com a realização das análises solicitadas pelo profissional de saúde.
Perguntas frequentes sobre problemas de memória
Todo esquecimento é sinal de Alzheimer?
Não. Esquecimentos podem ocorrer por diferentes motivos, incluindo condições tratáveis. A frequência, a evolução e o impacto nas atividades diárias ajudam a orientar a investigação.
Problemas de memória também acontecem em pessoas jovens?
Sim. Dificuldades de sono, condições emocionais, deficiências nutricionais e efeitos de medicamentos podem afetar pessoas mais jovens. Sintomas persistentes merecem avaliação em qualquer idade.
Tomar vitaminas ou ômega-3 melhora a memória?
Esses produtos não são uma solução geral para esquecimentos. Corrigir uma deficiência identificada pode ajudar quando ela está relacionada aos sintomas, mas a indicação precisa ser individualizada. Saiba mais sobre os riscos da autossuplementação.
Problemas de memória podem melhorar com tratamento?
Sim, dependendo da causa. Tratar alterações da tireoide, deficiências nutricionais e distúrbios do sono pode contribuir para a melhora. A recuperação varia, e algumas pessoas precisam de acompanhamento contínuo.
Por fim, vale reforçar que problemas de memória não devem ser ignorados nem interpretados como um diagnóstico por si só. Observar as mudanças e buscar avaliação permite identificar causas tratáveis e reconhecer condições que exigem acompanhamento especializado.
E se você quiser saber mais sobre os exames que realizamos, agendar seu check-up ou sanar qualquer dúvida, basta entrar em contato com nossa equipe pelo WhatsApp. Não se esqueça de também nos acompanhar no Instagram.