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Férias escolares em família: dicas de saúde para aproveitar com segurança
Publicado em 26/06/2026
As férias escolares em família são um convite ao descanso, à diversão e à criação de memórias que ficam para a vida toda. Seja em uma viagem longa, uma ida à praia, um passeio no campo ou alguns dias mais tranquilos em casa, esse período costuma mudar a rotina de crianças e adultos.
Com horários mais flexíveis, alimentação fora de casa, maior exposição ao sol, contato com piscinas, praias, rios e ambientes diferentes, alguns cuidados de saúde se tornam ainda mais importantes. Afinal, pequenos imprevistos, como desidratação, viroses, intoxicações alimentares, queimaduras solares, picadas de insetos e acidentes domésticos, podem interromper a diversão.
A boa notícia é que muitas dessas situações podem ser prevenidas com planejamento e atitudes simples no dia a dia. Confira dicas de saúde para aproveitar as férias escolares com mais segurança, tranquilidade e bem-estar.
Por que cuidar da saúde deve fazer parte do planejamento das férias?
Quando as férias chegam, é comum que o planejamento gire em torno de passagens, hospedagem, roteiros, malas e passeios. Mas existe um item que nem sempre aparece na lista e faz toda a diferença: a saúde da família.
Crianças costumam ficar mais tempo ao ar livre, correm mais, nadam mais, dormem em horários diferentes e entram em contato com alimentos, lugares e pessoas fora da rotina. Os adultos, por sua vez, também tendem a relaxar os cuidados justamente quando estão mais expostos a mudanças.
Por isso, pensar em prevenção não tira a leveza das férias. Pelo contrário, ajuda a família a se preocupar menos e aproveitar mais.
1. Antes de viajar, confira se a saúde da família está em dia
O cuidado começa antes mesmo de arrumar as malas. Se a família vai viajar, especialmente para outra cidade, região de mata, zona rural ou outro país, vale conferir se a caderneta de vacinação das crianças e dos adultos está atualizada.
Alguns destinos podem exigir atenção especial, como áreas com recomendação para vacinação contra febre amarela. Em viagens internacionais, também pode ser necessário apresentar comprovantes específicos de vacinação, dependendo do país de destino.
Além disso, observe se alguém da família apresenta sintomas antes da viagem, como febre, tosse persistente, dor no corpo, vômitos, diarreia ou mal-estar intenso. Nesses casos, o ideal é buscar orientação médica antes de seguir com os planos, principalmente quando há bebês, crianças pequenas, idosos ou pessoas com doenças crônicas envolvidas.
Também vale salvar contatos úteis antes de sair de casa, como telefone do pediatra, plano de saúde, hospitais próximos ao destino e serviços de emergência. Ter essas informações à mão evita correria em caso de imprevistos.
2. Monte uma farmacinha de viagem, mas sem exageros
Imprevistos simples podem acontecer nas férias. Por isso, um kit básico de saúde pode ajudar bastante, especialmente em viagens para locais mais afastados ou quando a família vai passar muitas horas fora de casa.
A farmacinha pode reunir termômetro digital, medicamentos de uso contínuo, receitas médicas, soro fisiológico, curativos, gaze, esparadrapo, antisséptico, protetor solar, repelente adequado para a idade e álcool em gel. Também é importante verificar a validade dos produtos antes da viagem.
No caso de antitérmicos, analgésicos, antialérgicos, remédios para enjoo e outros medicamentos, a orientação é usar apenas aqueles que já foram indicados por um profissional de saúde. Evite a automedicação, especialmente em crianças, e nunca use antibióticos sem prescrição médica.
3. Proteja a pele nos passeios ao ar livre
Praia, piscina, clubes, parques, trilhas e passeios ao ar livre costumam fazer parte das férias escolares. Esses momentos são ótimos para movimentar o corpo e criar boas lembranças, mas exigem atenção com a exposição solar.
O protetor solar deve ser aplicado antes da exposição ao sol e reaplicado ao longo do dia, especialmente após suor intenso, banho de mar ou piscina. Não se esqueça de áreas que costumam ficar desprotegidas, como orelhas, nuca, dorso dos pés, mãos e região próxima às roupas de banho.
Também é importante usar chapéus, bonés, óculos escuros, roupas leves, camisetas com proteção UV quando possível e procurar locais com sombra. Sempre que der, evite exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade, principalmente entre o fim da manhã e o meio da tarde.
Bebês e crianças pequenas exigem cuidado redobrado. Nesses casos, a proteção com sombra, roupas adequadas e orientação pediátrica é essencial.
4. Mantenha a hidratação mesmo quando ninguém pedir água
Durante as férias, as crianças costumam brincar por horas sem perceber sede. Em dias quentes, passeios longos ou atividades físicas, o corpo perde líquidos mais rapidamente, o que aumenta o risco de desidratação.
Por isso, ofereça água com frequência ao longo do dia. Uma boa estratégia é cada pessoa ter sua própria garrafinha em passeios, viagens de carro, parques, praias e trilhas leves. Criança entretida na brincadeira nem sempre percebe que precisa beber água.
Água de coco e frutas ricas em água, como melancia, melão, laranja, abacaxi e morango, podem ajudar a complementar a hidratação. Já refrigerantes, sucos artificiais e bebidas muito açucaradas não substituem a água.
Fique atento a sinais como boca seca, urina muito escura, redução da frequência urinária, tontura, sonolência incomum, fraqueza, choro sem lágrimas ou irritação excessiva em crianças pequenas. Se os sintomas persistirem ou piorarem, procure atendimento.
5. Cuide da alimentação fora de casa
Férias também combinam com sorvete, pipoca, milho, lanches e refeições especiais. O segredo está no equilíbrio e na segurança alimentar.
Ao comer fora de casa, prefira locais com boas condições de higiene e alimentos preparados na hora. Em ambientes muito quentes, tenha atenção especial com maionese caseira, cremes, molhos, frutos do mar crus, gelo de procedência desconhecida e alimentos expostos por muito tempo.
Para passeios longos, vale levar frutas higienizadas, biscoitos integrais, castanhas para crianças maiores e sanduíches simples, desde que possam ser conservados adequadamente. Ter lanches seguros na mochila evita escolhas improvisadas quando a fome aparece no meio do passeio.
Também é importante lavar bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro. Quando não houver água e sabão disponíveis, o álcool em gel pode ajudar na higienização das mãos.
6. Redobre os cuidados com repelente e prevenção contra insetos
Em muitos destinos de férias, especialmente locais com área verde, água, calor ou maior presença de mosquitos, o repelente se torna um item importante.
Quando for usar protetor solar e repelente, aplique primeiro o protetor, espere a pele absorver e depois aplique o repelente, sempre seguindo as orientações do rótulo. Para crianças, escolha produtos adequados à idade e, em caso de dúvida, converse com o pediatra.
Roupas leves que cubram braços e pernas, telas nas janelas, mosquiteiros e ambientes ventilados também ajudam a reduzir picadas. Em locais com maior presença de mosquitos, vale redobrar a atenção ao fim da tarde e à noite.
Também é importante observar o ambiente onde a família está hospedada. Eliminar focos de água parada é uma das principais medidas para reduzir a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
7. Tenha atenção máxima com crianças na água
Piscina, praia, rio, lago e cachoeira são grandes atrações das férias escolares, mas exigem supervisão constante. Crianças podem se afogar em poucos segundos, inclusive em água rasa.
A regra principal é simples: nunca deixe crianças sozinhas perto da água. A supervisão precisa ser ativa, sem distrações com celular, conversas longas ou outras tarefas. Em crianças pequenas, o adulto deve estar próximo o suficiente para alcançá-las rapidamente.
Boias de braço e boias de cintura não substituem supervisão e não devem ser tratadas como equipamentos de segurança. Quando necessário, prefira coletes salva-vidas adequados ao tamanho da criança e ao tipo de atividade.
Em praias, observe bandeiras e sinalizações. Em rios, lagos e cachoeiras, evite correntezas e locais desconhecidos. Também é importante orientar as crianças a não correrem na borda da piscina e não mergulharem de cabeça em locais rasos ou desconhecidos.
Quando há vários adultos no mesmo ambiente, combine quem está responsável pela supervisão naquele momento. A falsa sensação de que “todo mundo está olhando” pode aumentar o risco de acidentes.
8. Evite acidentes domésticos durante os dias em casa
Nem toda férias acontece longe. Muitas famílias aproveitam esse período em casa, recebendo amigos, primos e familiares. Com as crianças mais tempo no ambiente doméstico, os riscos de acidentes também aumentam.
Medicamentos, produtos de limpeza, álcool, perfumes, cosméticos, objetos cortantes e pequenos itens que podem ser engolidos devem ficar fora do alcance das crianças, de preferência em locais altos ou trancados.
Na cozinha, redobre a atenção com panelas, cabos virados para fora, líquidos quentes, facas, fósforos, tomadas e eletrodomésticos. Janelas, sacadas, escadas, tapetes escorregadios e móveis que podem ser escalados também merecem revisão.
Pequenas adaptações ajudam a deixar a casa mais segura sem tirar a liberdade da criança de brincar e explorar.
9. Equilibre telas, brincadeiras e contato com a natureza
É natural que crianças e adolescentes queiram mais tempo de TV, tablet, celular e videogame nas férias. O problema está no excesso, principalmente quando as telas substituem sono, refeições, brincadeiras, interação familiar e atividades ao ar livre.
Uma boa alternativa é combinar horários e variar a programação. Jogos de tabuleiro, leitura, culinária em família, desenhos, brincadeiras criativas, passeios em parques, bicicleta, dança, futebol e caminhadas são formas simples de movimentar o corpo e estimular a convivência.
O contato com a natureza também faz bem para o desenvolvimento físico e emocional das crianças. Não precisa ser uma grande viagem. Um parque, uma praça, um quintal, uma área verde do condomínio ou uma caminhada em família já podem fazer diferença.
10. Respeite o sono, o descanso e o ritmo das crianças
Férias não precisam ter a mesma rotina do período escolar, mas também não precisam virar uma sequência de noites mal dormidas. O sono tem relação direta com humor, imunidade, disposição, aprendizado e bem-estar.
Tente manter uma janela minimamente regular para dormir e acordar, principalmente com crianças pequenas. Em viagens, planeje pausas durante o dia, evite passeios muito longos sem descanso e respeite sinais de cansaço.
Às vezes, a melhor decisão das férias é trocar uma programação cheia por uma manhã mais tranquila. Crianças cansadas demais tendem a ficar irritadas, comer pior, dormir pior e aproveitar menos o passeio.
Também vale levar objetos de apego, como naninhas, bichinhos ou travesseiros pequenos, para ajudar na adaptação a lugares novos.
11. Saiba quando procurar atendimento médico
Mesmo com todos os cuidados, imprevistos podem acontecer. Por isso, é importante saber identificar sinais que pedem avaliação profissional.
Procure atendimento médico se a criança apresentar febre persistente, febre em bebês, dificuldade para respirar, vômitos repetidos, diarreia intensa, sinais de desidratação, sonolência excessiva, dor forte, manchas na pele com piora do estado geral ou reação alérgica com inchaço e falta de ar.
Também é importante buscar ajuda em casos de ferimentos profundos, sangramentos que não param, queimaduras importantes, batidas na cabeça com vômitos ou sonolência e sintomas após picadas de insetos com piora progressiva.
Nessas situações, além da avaliação clínica, os exames laboratoriais podem ajudar o médico a entender melhor o quadro e orientar a conduta mais adequada. Dependendo dos sintomas, podem ser solicitados exames de sangue, urina, fezes ou testes específicos para investigar infecções, inflamações, desidratação, anemia, alterações metabólicas e doenças comuns em períodos de maior circulação de pessoas, como viroses e arboviroses.
Em casos de febre, dores no corpo, manchas na pele, vômitos ou suspeita de dengue, por exemplo, os exames podem contribuir para acompanhar a evolução do quadro e identificar sinais que exigem atenção. Já em episódios de diarreia intensa ou prolongada, a avaliação profissional é importante para verificar o estado de hidratação e definir se há necessidade de investigação complementar.
O mais importante é evitar a automedicação e não esperar a piora dos sintomas. Quando há sinais persistentes ou fora do habitual, procurar atendimento e realizar os exames indicados pelo profissional de saúde é uma forma segura de cuidar da família durante as férias.
Férias mais seguras começam com prevenção
As férias escolares em família são uma oportunidade preciosa para desacelerar, fortalecer vínculos e viver momentos especiais. Com alguns cuidados simples, é possível reduzir riscos e aproveitar melhor cada passeio, viagem ou dia de descanso em casa.
Antes de viajar ou iniciar uma programação mais intensa, observe a saúde da família, mantenha a vacinação em dia, cuide da alimentação, incentive a hidratação, proteja as crianças do sol, dos insetos e dos acidentes domésticos, e respeite os limites de cada um.
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