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Fevereiro Laranja destaca a luta contra a leucemia e outras doenças do sangue
Publicado em 20/02/2026
O Fevereiro Laranja é uma campanha nacional de conscientização que reforça a importância do diagnóstico precoce da leucemia e incentiva a doação de medula óssea. Mais do que uma cor no calendário, o movimento representa um chamado à informação, à prevenção e à solidariedade.
A iniciativa surgiu em 2005, a partir de mobilizações ligadas à União Internacional para o Controle do Câncer, com apoio da Organização Mundial da Saúde, e ganhou força no Brasil ao longo dos anos. A escolha do mês também se conecta ao Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, ampliando o debate sobre diferentes tipos de câncer, incluindo os hematológicos.
O Fevereiro Laranja destaca a luta contra a leucemia ao lembrar que muitas doenças do sangue podem evoluir de forma silenciosa. Sintomas aparentemente simples, quando persistentes, merecem investigação. E, em muitos casos, um exame de rotina pode ser o primeiro passo para um diagnóstico que salva vidas.
O que é Fevereiro Laranja?
O Fevereiro Laranja é uma campanha de abrangência nacional voltada à conscientização sobre a leucemia e outras doenças hematológicas malignas. Seu propósito vai além de divulgar informações básicas. A iniciativa busca ampliar o entendimento da população sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e a importância do acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequados.
Entre seus principais objetivos estão:
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Informar sobre sinais e sintomas
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Estimular o diagnóstico precoce
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Incentivar o cadastro de doadores de medula óssea
Ao trazer o tema para o debate público, o Fevereiro Laranja ajuda a reduzir o medo e o estigma associados ao câncer de sangue. Muitas pessoas ainda associam a leucemia a um prognóstico inevitavelmente negativo, mas os avanços da medicina mostram que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de controle e cura aumentam significativamente.
Além disso, a campanha reforça a importância do acompanhamento médico regular e da realização de exames laboratoriais periódicos, especialmente para quem apresenta sintomas persistentes ou histórico familiar de doenças hematológicas.
O que é a leucemia?
A leucemia é uma doença maligna que afeta os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos. Ela se origina na medula óssea, tecido responsável pela produção das células sanguíneas. Quando ocorre uma alteração genética em uma célula precursora, essa célula passa a se multiplicar de forma descontrolada, dando origem a células anormais.
Essas células imaturas, conhecidas como blastos, não desempenham adequadamente suas funções de defesa. Além disso, ocupam o espaço destinado às células saudáveis, prejudicando a produção de:
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Glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte de oxigênio
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Plaquetas, fundamentais para a coagulação
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Glóbulos brancos funcionais, essenciais para a imunidade
Com a diminuição dessas células normais, o organismo passa a apresentar sinais relacionados à anemia, à baixa imunidade e a distúrbios de coagulação. A compreensão desse mecanismo ajuda a entender por que os sintomas da leucemia são tão variados.
Classificações da leucemia
A leucemia pode ser classificada conforme a velocidade de progressão e o tipo de célula afetada.
Quanto à evolução, pode ser:
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Aguda, com crescimento rápido das células anormais e necessidade de tratamento imediato
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Crônica, de evolução lenta, podendo permanecer assintomática por meses ou até anos
Quanto ao tipo celular, pode ser:
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Linfoide, quando atinge os linfócitos
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Mieloide, quando afeta células precursoras de hemácias, plaquetas e outros leucócitos
Essa classificação é fundamental para definir a estratégia terapêutica e avaliar o prognóstico. Cada subtipo exige abordagem específica e acompanhamento contínuo.
Sintomas da leucemia: o que observar?
Os sintomas da leucemia decorrem principalmente da redução das células sanguíneas saudáveis. Como cada tipo de célula desempenha uma função essencial no organismo, os sinais clínicos refletem essa deficiência.
Relacionados à anemia, podem surgir:
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Cansaço excessivo
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Fraqueza
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Palidez
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Falta de ar
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Palpitações
Relacionados à baixa de plaquetas:
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Sangramentos nasais ou gengivais
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Manchas roxas sem causa aparente
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Petéquias, pequenos pontos avermelhados na pele
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Sangue na urina
Relacionados à baixa imunidade:
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Infecções frequentes
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Febre persistente
Também podem ocorrer dores nos ossos e articulações, aumento de gânglios linfáticos, sudorese noturna, aumento do baço e do fígado e perda de peso involuntária.
É importante destacar que esses sintomas não são exclusivos da leucemia. No entanto, quando persistem ou se intensificam, indicam a necessidade de avaliação médica. A realização de exames laboratoriais é essencial para esclarecer a causa e descartar doenças hematológicas.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da leucemia costuma começar com um hemograma completo, exame simples que avalia a quantidade e a qualidade das células sanguíneas. Alterações significativas nos níveis de leucócitos, hemácias ou plaquetas podem indicar a necessidade de investigação adicional.
Quando há suspeita, exames complementares são solicitados, como:
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Mielograma
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Biópsia de medula óssea
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Imunofenotipagem
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Exames citogenéticos e moleculares
Esses exames permitem identificar o subtipo da doença, detectar alterações genéticas específicas e orientar o tratamento mais adequado. O diagnóstico preciso é essencial para definir a estratégia terapêutica e acompanhar a resposta ao tratamento.
Em alguns casos, especialmente nas leucemias crônicas, a doença pode ser descoberta incidentalmente durante exames de rotina, antes mesmo do aparecimento de sintomas. Isso reforça a importância dos check-ups periódicos.
O tratamento da leucemia varia conforme o tipo, a idade do paciente, o estágio da doença e a presença de alterações genéticas específicas. Pode incluir:
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Quimioterapia
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Radioterapia
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Terapias-alvo
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Imunoterapia
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Transplante de medula óssea
As terapias-alvo e imunoterapias representam avanços importantes, pois atuam de maneira mais específica nas células doentes, reduzindo danos às células saudáveis. Ainda assim, o tratamento pode ser longo e exigir acompanhamento constante.
Durante todo o processo, exames laboratoriais são fundamentais para monitorar a resposta ao tratamento, avaliar possíveis efeitos colaterais e identificar sinais de recidiva. O acompanhamento médico regular aumenta as chances de controle da doença e melhora a qualidade de vida do paciente.
A importância da doação de medula óssea
O Fevereiro Laranja também destaca a luta contra a leucemia por meio do incentivo à doação de medula óssea. Para muitos pacientes, especialmente aqueles com leucemias agressivas ou de alto risco, o transplante pode ser a principal alternativa de cura.
A compatibilidade genética é um grande desafio. Apenas cerca de 25% dos pacientes encontram um doador compatível dentro da própria família. A maioria depende de doadores voluntários cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea.
A probabilidade de encontrar um doador compatível fora do núcleo familiar pode ser de aproximadamente 1 em 100 mil, o que demonstra a importância de ampliar o número de cadastros.
Para se cadastrar como doador voluntário, é necessário:
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Ter entre 18 e 35 anos para novos cadastros
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Estar em boas condições de saúde
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Procurar um hemocentro
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Levar documento oficial com foto
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Fornecer uma pequena amostra de sangue para tipagem HLA
O cadastro permanece ativo e, se houver compatibilidade com um paciente, o voluntário é contatado. A doação pode ocorrer por aférese, procedimento semelhante à doação de sangue, ou por coleta direta da medula óssea sob anestesia.
Trata-se de um procedimento seguro, realizado com acompanhamento médico. A decisão de se cadastrar pode representar a única chance de cura para alguém que aguarda por um transplante.
Por fim, vale relembrar que o Fevereiro Laranja destaca a luta contra a leucemia ao unir informação, prevenção e solidariedade. Conhecer os sintomas, manter exames laboratoriais de rotina em dia e buscar avaliação médica diante de sinais persistentes são atitudes que podem antecipar o diagnóstico e aumentar as chances de sucesso no tratamento.
Além disso, o cadastro como doador de medula óssea amplia as possibilidades terapêuticas para milhares de pacientes em todo o país. A conscientização promovida pelo Fevereiro Laranja deve ultrapassar o mês de fevereiro e se transformar em compromisso contínuo com a saúde, a prevenção e a valorização da vida.
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