Publicado em 19/12/2025

Covid-19 durante a gestação: riscos e como se proteger

A gestação é um período de profundas transformações no corpo e na rotina da mulher. Desde o início da pandemia, a COVID-19 trouxe preocupações adicionais para esse grupo, que exige atenção especial em saúde. Mesmo com o avanço da vacinação e do conhecimento científico, compreender os riscos reais da infecção durante a gravidez continua sendo fundamental.

As evidências científicas mais recentes mostram que gestantes podem apresentar maior vulnerabilidade a formas graves da doença e a algumas complicações obstétricas. Ao mesmo tempo, a ciência também aponta caminhos claros de prevenção e proteção para a mãe e o bebê.

Neste artigo, reunimos informações atualizadas e confiáveis para ajudar gestantes a atravessarem esse período com mais segurança, clareza e tranquilidade.

Por que a COVID-19 merece atenção especial durante a gravidez?

Durante a gestação, o sistema imunológico passa por uma modulação natural para permitir o desenvolvimento do feto. Essa adaptação pode alterar a resposta do organismo a infecções virais, tornando algumas doenças respiratórias potencialmente mais graves.

Além disso, o crescimento do útero desloca o diafragma e reduz parcialmente a capacidade pulmonar. Em uma infecção que afeta diretamente o sistema respiratório, como a COVID-19, essa limitação pode contribuir para quadros mais complexos, especialmente no terceiro trimestre da gravidez.

Esses fatores explicam por que gestantes são consideradas grupo de risco e por que o acompanhamento médico deve ser ainda mais rigoroso em caso de infecção.

Quais são os riscos da COVID-19 para a saúde da gestante?

Gestantes com COVID-19 apresentam maior risco de evolução para formas graves da doença quando comparadas a mulheres não grávidas da mesma faixa etária, sobretudo no terceiro trimestre.

Entre as principais complicações associadas estão:

  • Maior necessidade de internação em UTI, em comparação à população feminina não gestante

  • Uso de suporte ventilatório, incluindo oxigênio suplementar e ventilação mecânica

  • Aumento do risco de pré-eclâmpsia, trombose e outras complicações obstétricas

  • Taxa de mortalidade ligeiramente superior, embora ainda considerada baixa

A presença de comorbidades como obesidade, diabetes, hipertensão ou doenças respiratórias eleva ainda mais o risco, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Quais são os possíveis impactos da COVID-19 para o bebê?

A transmissão vertical do vírus, ou seja, da mãe para o feto durante a gestação, é considerada rara. No entanto, os riscos para o bebê estão principalmente relacionados às consequências da infecção materna e às decisões clínicas necessárias para preservar a saúde da gestante.

O parto prematuro é o desfecho mais frequentemente associado à COVID-19 grave na gravidez. Em muitos casos, a antecipação do parto ocorre por necessidade médica, o que pode aumentar a chance de:

  • Internação em UTI neonatal

  • Necessidade de cuidados especializados ao nascimento

  • Complicações relacionadas à prematuridade

Alguns estudos também sugerem possível restrição de crescimento intrauterino em contextos de infecção grave, embora esse achado ainda esteja em investigação. Esses dados reforçam a importância do monitoramento fetal ao longo do pré-natal.

Vacinação contra COVID-19 na gestação

A vacinação é considerada a estratégia mais eficaz para reduzir os riscos da COVID-19 durante a gravidez. As vacinas aprovadas e utilizadas no Brasil não contêm vírus vivo e são consideradas seguras para gestantes e puérperas.

Entre os principais benefícios da vacinação estão:

  • Redução significativa do risco de hospitalização e formas graves

  • Menor probabilidade de parto prematuro associado à infecção (segundo estudos, a vacina reduziu cerca de 34% dos casos)

  • Transferência de anticorpos para o bebê, tanto pela placenta quanto pelo leite materno

Esses anticorpos ajudam a proteger o recém-nascido nos primeiros meses de vida, período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

Medidas de prevenção no dia a dia da gestante

Além da vacinação, alguns cuidados cotidianos continuam sendo fundamentais para reduzir o risco de infecção e complicações. Manter o pré-natal em dia permite identificar precocemente alterações maternas ou fetais e ajustar condutas quando necessário.

Também são recomendadas medidas como:

  • Higienização frequente das mãos

  • Uso de máscaras em ambientes fechados, aglomerados ou pouco ventilados

  • Redução da exposição a locais com grande circulação de pessoas, especialmente em períodos de aumento de casos

A gestante deve informar imediatamente seu obstetra diante de qualquer sintoma gripal ou contato com pessoas infectadas, garantindo avaliação e acompanhamento adequados.

Sinais de alerta durante a gravidez

Alguns sintomas exigem atenção médica imediata durante a gestação. Entre eles estão:

  • Febre persistente

  • Tosse intensa ou falta de ar

  • Cansaço extremo

  • Dor ou pressão no peito

  • Confusão mental

  • Redução dos movimentos fetais
     

A identificação precoce desses sinais pode reduzir complicações e melhorar o desfecho para a mãe e o bebê.

Exames para COVID-19: quando e por que realizar durante a gestação?

Além da avaliação clínica, os exames laboratoriais têm papel fundamental na confirmação da COVID-19, no acompanhamento da infecção e na tomada de decisões durante a gestação. A escolha do exame mais adequado depende do momento da infecção e dos sintomas apresentados.

O CORONAVIRUS DIAGNÓSTICO MOLECULAR é o exame indicado para identificar a presença ativa do vírus no organismo. Realizado a partir de amostras respiratórias, ele detecta o material genético do coronavírus e é considerado o método mais confiável para o diagnóstico da infecção em fase aguda. Em gestantes com sintomas ou contato recente com pessoas infectadas, esse exame permite confirmação rápida e orienta o acompanhamento médico e obstétrico de forma mais segura.

Já o CORONAVIRUS IGG/IGM é um exame sorológico que avalia a resposta imunológica do organismo ao vírus. Ele identifica anticorpos produzidos após o contato com o coronavírus, ajudando a entender se houve infecção recente ou passada. Esse tipo de exame pode ser útil em situações específicas, como na investigação de infecções anteriores, na avaliação da resposta imunológica e em contextos clínicos definidos pelo médico.

É importante reforçar que a interpretação dos exames deve sempre ser feita por um profissional de saúde, especialmente durante a gestação. O uso correto dessas ferramentas contribui para um acompanhamento mais preciso, decisões clínicas mais seguras e maior tranquilidade para a gestante e sua família.

A COVID-19 durante a gestação pode aumentar os riscos para a saúde materna e influenciar alguns desfechos obstétricos, especialmente quando a doença evolui para formas graves. No entanto, o conhecimento científico acumulado, aliado à vacinação e às medidas de prevenção, transformou significativamente o cenário nos últimos anos.

Com informação de qualidade, acompanhamento pré-natal rigoroso e decisões baseadas em evidências, é possível atravessar a gravidez com mais segurança.

E se você quiser saber mais sobre os exames que realizamos para auxiliar gestantes a terem uma gravidez saudável, basta entrar em contato com nossa equipe pelo WhatsApp. Não se esqueça de também nos acompanhar no Instagram, pois sempre o mantemos atualizado com informações relevantes para sua saúde e bem-estar!

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