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Diabetes tipo 5: o que é e qual sua ligação com a desnutrição?
Publicado em 31/10/2025
Quando pensamos em diabetes, os tipos 1, 2 e gestacional costumam ser os mais conhecidos. No entanto, a ciência continua a evoluir e novas classificações vêm sendo estudadas. Uma das mais recentes é o diabetes tipo 5, um termo que pode gerar confusão e merece atenção especial.
Nos últimos anos, o conceito voltou a aparecer em publicações médicas e notícias de saúde. Mas uma dúvida pode acompanhá-lo, uma vez que “tipo 5” pode se referir tanto a uma nova forma oficialmente reconhecida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) quanto a um uso informal para descrever o chamado diabetes secundário.
Neste artigo, você vai entender as duas interpretações, as causas mais comuns e como é feito o diagnóstico e o tratamento dessa condição.
O que é o diabetes tipo 5 oficialmente reconhecido pela IDF?
Em 2024, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) reconheceu oficialmente o diabetes tipo 5 como uma forma distinta de diabetes mellitus associada à desnutrição crônica.
Essa condição ocorre quando a falta prolongada de nutrientes essenciais na infância ou adolescência prejudica o desenvolvimento do pâncreas, comprometendo a produção de insulina. Por isso, é também chamada de diabetes relacionada à desnutrição.
O tipo 5 não é causado por autoimunidade (como o tipo 1) nem por resistência à insulina (como o tipo 2). Ele surge devido à redução da capacidade das células β pancreáticas de secretar insulina, consequência direta da carência nutricional.
Quem é mais afetado
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, essa forma de diabetes é mais comum em adolescentes e adultos jovens com baixo peso, especialmente em países de baixa e média renda da África, da Ásia e da América Latina.
Estima-se que entre 20 e 25 milhões de pessoas em todo o mundo possam se enquadrar nessa categoria. O reconhecimento da IDF busca ampliar o acesso ao diagnóstico e incentivar pesquisas específicas sobre o manejo clínico dessa população.
Qual a relação entre diabetes tipo 5 e diabetes secundário?
É importante mencionar que, em textos e discussões médicas mais amplas, o termo “diabetes tipo 5” também é usado de maneira não oficial para descrever o diabetes secundário, isto é, aquele que surge como consequência de outras doenças ou do uso de certos medicamentos.
Essa forma secundária pode ocorrer em condições que danificam o pâncreas ou alteram a ação da insulina, como:
Doenças pancreáticas
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Pancreatite crônica
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Câncer de pâncreas
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Fibrose cística
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Cirurgias pancreáticas
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Hemocromatose (excesso de ferro no pâncreas)
Doenças endócrinas
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Síndrome de Cushing (excesso de cortisol)
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Acromegalia (excesso de hormônio do crescimento)
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Feocromocitoma (tumor das glândulas adrenais)
Uso de medicamentos
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Corticosteroides de uso prolongado (como prednisona)
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Antirretrovirais usados no tratamento do HIV
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Antipsicóticos atípicos
Essas causas provocam elevação da glicose no sangue de forma semelhante aos outros tipos de diabetes, mas o mecanismo de origem é diferente, pois depende de uma condição de base.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas do diabetes tipo 5 são parecidos com os de outros tipos de diabetes. Os principais são:
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sede excessiva;
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urina em grande volume;
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fome frequente;
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fadiga;
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perda de peso inexplicada;
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visão embaçada;
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cicatrização lenta.
O diagnóstico inclui exames de glicemia em jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e teste oral de tolerância à glicose. No caso do tipo 5 nutricional, também pode ser avaliado o peptídeo C, que mede a capacidade do organismo de produzir insulina.
Além disso, o médico investiga o histórico nutricional, a presença de doenças associadas e o uso de medicamentos, para determinar se o quadro é primário ou secundário.
O tratamento, por sua vez, depende da origem da doença. No diabetes tipo 5 relacionado à desnutrição, o foco está em duas frentes:
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Reestruturação nutricional, com reposição gradual de calorias, proteínas e micronutrientes.
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Uso de insulina, ajustado à capacidade residual do pâncreas.
No diabetes secundário, a prioridade é tratar a causa de base. Quando possível, controlar a doença primária ou ajustar medicamentos pode estabilizar ou até reverter o diabetes.
Em ambos os casos, o acompanhamento com endocrinologista, nutricionista e equipe multidisciplinar é essencial para manter o controle glicêmico e prevenir complicações.
Embora o termo “diabetes tipo 5” esteja ganhando destaque, é importante reforçar que apenas um profissional de saúde pode determinar o tipo exato de diabetes. Autodiagnóstico ou automedicação podem mascarar a causa real e atrasar o tratamento adequado.
Buscar atendimento médico, realizar exames laboratoriais e manter uma rotina de monitoramento são as melhores formas de garantir qualidade de vida e evitar complicações metabólicas.
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