Publicado em 05/09/2025

Setembro Amarelo: desvendando mitos e promovendo a saúde Mental

Setembro chega e, com ele, monumentos, prédios e redes sociais se iluminam de amarelo. Mas o Setembro Amarelo é muito mais do que uma campanha simbólica: é um movimento global pela valorização da vida.

A iniciativa surgiu em 1994, nos Estados Unidos, com a história de Mike Emme, um jovem que tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Amigos e familiares distribuíram cartões com fitas da mesma cor e a mensagem “Se você precisar, peça ajuda”. A ação se espalhou pelo mundo, e o laço amarelo se tornou símbolo internacional da luta pela prevenção do suicídio.

No Brasil, a campanha foi instituída em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês de setembro foi escolhido porque no dia 10 de setembro celebra-se o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por que falar sobre saúde mental é tão importante?

Segundo a OMS, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. No Brasil, ocorre uma morte a cada 45 minutos. Apesar da gravidade, o tema ainda é cercado de silêncio, preconceito e desinformação, o que impede muitas pessoas de buscarem apoio.

Falar sobre saúde mental não deve se restringir a um mês. É uma responsabilidade coletiva que deve ser exercida todos os dias, combatendo estigmas e construindo redes de apoio para que ninguém enfrente o sofrimento sozinho.

Depressão: mais do que tristeza, um problema de saúde complexo

A depressão é um dos transtornos mais associados ao risco de suicídio e não pode ser vista apenas como “tristeza profunda”. Trata-se de uma condição multifatorial, que envolve aspectos psicológicos, sociais e também biológicos.

Pesquisas mostram que a depressão está ligada a alterações químicas no cérebro, envolvendo neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, que regulam humor, sono e motivação. Além disso, fatores hormonais influenciam no desenvolvimento da doença: disfunções da tireoide, alterações na produção de cortisol (hormônio do estresse) e mudanças hormonais em fases específicas da vida, como menopausa ou pós-parto, podem agravar o quadro.

Estudos em neurociência também apontam alterações em regiões como o hipocampo e o córtex pré-frontal, áreas fundamentais para memória, concentração e tomada de decisões. Esses fatores explicam por que a depressão não pode ser reduzida a falta de ânimo ou força de vontade: é uma condição médica que exige atenção séria e tratamento especializado.

O tratamento pode envolver psicoterapia, uso de medicamentos prescritos por psiquiatras e estratégias de autocuidado que promovam equilíbrio físico e emocional.

Desvendando mitos que podem custar vidas

Um dos maiores obstáculos na prevenção ao suicídio é a desinformação. Desconstruir mitos salva vidas, pois abre espaço para acolhimento e tratamento.

Mito 1: "Quem fala que vai se matar, não se mata de verdade."

Verdade: A maioria das pessoas que comete suicídio dá sinais prévios, como falar sobre a morte, expressar desesperança ou se despedir de familiares.
O que fazer: Leve todo sinal a sério. Escute com empatia e incentive a busca por apoio profissional.

Mito 2: "É só uma fase, a pessoa precisa se animar."

Verdade: Depressão e outros transtornos não são frescura nem falta de vontade. São doenças que exigem tratamento.
O que fazer: Evite minimizar a dor. Ofereça apoio concreto e encoraje a busca por ajuda.

Mito 3: "Falar sobre suicídio pode dar ideias."

Verdade: Conversar abertamente não aumenta o risco. Pelo contrário, pode trazer alívio e abrir espaço para pedir ajuda.
O que fazer: Pergunte com cuidado e mostre disponibilidade para ouvir.

Mito 4: "Quem tenta suicídio é egoísta ou corajoso."

Verdade: O suicídio geralmente está ligado a uma dor psíquica insuportável, associada a transtornos como depressão ou dependência química.
O que fazer: Evite julgamentos. Demonstre empatia e direcione para serviços de apoio.

Mito 5: "Psicólogo e psiquiatra são só para 'loucos'."

Verdade: Buscar ajuda é um ato de coragem e cuidado. Psicólogos e psiquiatras são essenciais para a recuperação.
O que fazer: Normalize o cuidado profissional e divulgue canais de acolhimento.

Como promover a saúde mental além de setembro

O Setembro Amarelo é um farol que ilumina um tema muitas vezes cercado de tabus. Mas a prevenção não deve ser restrita a um mês: falar, escutar e acolher salva vidas.

O cuidado diário fortalece a prevenção:

  • Eduque-se e compartilhe informação confiável. Utilize fontes como OMS, CVV e ABP.

  • Esteja presente e saiba ouvir. Muitas vezes, basta escutar e validar a dor do outro.

  • Incentive o tratamento profissional. Psicólogos e psiquiatras são fundamentais.

  • Cuide de si mesmo. Exercícios, hobbies, alimentação equilibrada e descanso são parte do bem-estar.

Ao desmistificar mitos, reconhecer a complexidade da depressão e incentivar o cuidado profissional, construímos uma rede de apoio que pode transformar realidades.

A informação é a ferramenta mais poderosa contra o suicídio. Falar é sempre a melhor solução. Se você ou alguém próximo está em sofrimento, saiba que não está sozinho. Há serviços gratuitos e sigilosos disponíveis para te apoiar:

  • CVV – Centro de Valorização da Vida
    Telefone: 188 (24h e gratuito)
    Site: www.cvv.org.br (chat e e-mail)

  • CAPS – Centros de Atenção Psicossocial
    Atendimento gratuito pelo SUS em diversas cidades.

  • Emergências
    SAMU – 192 ou a UPA mais próxima.

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