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Julho Amarelo: conheça os principais tipos de hepatite
Publicado em 11/07/2025
O mês de julho foi escolhido para marcar a campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização, prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. Essas doenças afetam milhões de pessoas em todo o mundo, sendo muitas vezes silenciosas, mas com grande impacto na saúde pública.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites virais causam cerca de 1,1 milhão de mortes por ano no planeta. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 785 mil pessoas vivam com hepatites virais. Entretanto, uma grande parcela dessas pessoas ainda não foi diagnosticada, o que aumenta o risco de complicações como cirrose e câncer hepático.
O que são as hepatites virais?
Hepatite viral é a inflamação do fígado causada por vírus específicos (A, B, C, D e E). Cada tipo de hepatite tem características, formas de transmissão e estratégias de prevenção distintas. Conhecer essas diferenças é fundamental para evitar o contágio e buscar o tratamento adequado.
Hepatite A
A hepatite A é transmitida principalmente por via fecal-oral, ou seja, pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Costuma ocorrer em locais com saneamento básico inadequado.
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Sintomas: febre, mal-estar, icterícia (pele amarelada), urina escura e fezes claras.
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Evolução: geralmente benigna e autolimitada, sem cronificação.
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Prevenção: vacinação (disponível no SUS) e cuidados com higiene e saneamento.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, a cada 100 mil habitantes, 1,7 foram diagnosticados com hepatite A no Brasil. O número representa um crescimento de 54,5% em relação a 2023, quando foi registrado um 1,1 a cada 100 habitantes.
Hepatite B
A hepatite B é transmitida por contato com sangue contaminado ou fluidos corporais (sexo desprotegido, compartilhamento de seringas, acidentes ocupacionais, transmissão vertical da mãe para o bebê).
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Sintomas: muitas vezes assintomática, mas pode causar fadiga, icterícia, dor abdominal e náuseas.
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Evolução: pode se tornar crônica em cerca de 5% a 10% dos casos adultos e em até 90% dos casos em crianças infectadas ao nascer.
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Prevenção: vacina altamente eficaz e disponível no SUS.
Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2023, o Brasil teve mais de 260 mil casos confirmados de hepatite B entre 2000 e 2022. Já em 2024, o país registrou 11.166 novos casos da doença.
Hepatite C
A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado, como em transfusões antigas, compartilhamento de agulhas ou instrumentos de manicure sem esterilização.
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Sintomas: geralmente silenciosa por décadas; quando aparecem, incluem cansaço, icterícia, dores abdominais.
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Evolução: alta taxa de cronificação (cerca de 55% a 85% dos casos). Pode evoluir para cirrose ou câncer hepático.
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Prevenção: não há vacina, mas há tratamento curativo com antivirais de ação direta disponíveis no SUS.
No Brasil, estima-se que mais de 520 mil pessoas tenham hepatite C, mas ainda sem diagnóstico e tratamento da doença.
Hepatite D
A hepatite D ocorre somente em pessoas que já têm hepatite B, pois precisa do vírus B para se replicar. É considerada a hepatite viral mais agressiva.
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Sintomas e evolução: mais agressiva, maior risco de cirrose rápida.
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Prevenção: vacinar-se contra hepatite B, o que impede também a infecção pelo D.
No Brasil, 73,1% dos casos foram registrados na Região Norte, que possui registro de áreas hiperendêmicas.
Hepatite E
A hepatite E é transmitida por via fecal-oral, como a hepatite A. É mais comum em regiões com baixa qualidade de saneamento.
Sintomas: semelhantes aos da hepatite A.
Evolução: geralmente benigna, mas pode ser grave em gestantes.
É um tipo raro no Brasil. Nunca houve um surto registrado no país. É mais comum em países da África e Ásia.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão das hepatites virais e evitar complicações graves, como cirrose e câncer hepático. Identificar a infecção em fases iniciais é essencial para reduzir o risco de transmissão para outras pessoas e para iniciar o tratamento adequado o quanto antes.
Os tratamentos variam conforme o tipo de hepatite. Para a hepatite C, os antivirais de ação direta disponíveis atualmente no Brasil têm taxas de cura superiores a 95%, representando um avanço significativo no controle da doença. Já para a hepatite B, embora não exista cura definitiva, há medicamentos que permitem controlar a replicação viral, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. Além disso, o acompanhamento médico regular é indispensável para avaliar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.
Por isso, manter os exames em dia e buscar orientação médica são passos fundamentais para quem deseja cuidar da saúde do fígado e viver com mais segurança e tranquilidade.
E as hepatites bacterianas?
Apesar de não serem o foco da campanha Julho Amarelo, as hepatites bacterianas também existem e merecem atenção. Elas ocorrem quando bactérias causam inflamação no fígado, seja por infecções diretas ou como parte de doenças sistêmicas. Exemplos incluem a leptospirose, transmitida pela água contaminada com urina de roedores, e a tuberculose hepática, que ocorre quando o bacilo da tuberculose atinge o fígado.
Ao contrário das hepatites virais, essas formas não costumam ter transmissão interpessoal significativa e geralmente surgem como complicações de infecções primárias. Os sintomas podem incluir febre, dor abdominal, icterícia e mal-estar geral, sendo muitas vezes confundidos com outras doenças hepáticas.
Embora menos prevalentes e não alvo direto das campanhas de prevenção em massa, as hepatites bacterianas requerem diagnóstico precoce e tratamento adequado com antibióticos para evitar complicações graves, como abscessos hepáticos ou falência hepática. Por isso, é fundamental que profissionais de saúde considerem essas possibilidades no diagnóstico diferencial de quadros de hepatite.
Mantenha seus cuidados em dia
Julho Amarelo é um convite à conscientização e ao cuidado com a saúde. As hepatites virais são preveníveis e tratáveis, mas a falta de diagnóstico ainda é um grande desafio. Manter a vacinação em dia, adotar hábitos de higiene, usar preservativos e não compartilhar objetos cortantes são medidas simples que salvam vidas.
Realize seus exames no Laboratório Genoma, que conta com profissionais qualificados e uma ampla variedade de exames para todas as hepatites virais e outras doenças, garantindo diagnóstico preciso e segurança para sua saúde.
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